Psicoterapia e escuta clínica: o lugar da escuta no trabalho psicoterapêutico
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Por Carol Muniz · Psicóloga Clínica (CRP 11/10073)
A psicoterapia se constitui como um espaço de escuta no qual a fala do sujeito ocupa um lugar central. Não se trata de oferecer respostas prontas ou orientações universais, mas de sustentar um campo no qual o sujeito possa elaborar seus impasses, conflitos e modos de sofrimento.
A escuta clínica não se reduz à compreensão imediata do que é dito, mas se atenta aos deslocamentos, silêncios, repetições e formas singulares de enunciação que atravessam o discurso.
Esse trabalho exige tempo e respeito à singularidade de cada trajetória. A clínica não se organiza pela lógica da eficiência ou da promessa de resultados rápidos, mas pela construção de um espaço no qual algo do sujeito possa emergir e ser simbolizado.
Pensar a psicoterapia como escuta implica também reconhecer seus limites. O trabalho clínico não elimina o sofrimento, mas pode possibilitar novas formas de relação com ele, abrindo caminhos para outras maneiras de viver e de se posicionar frente às próprias questões.